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Doce de Coco agora na Internet!

A ELO COMPANY - empresa pioneira em mídias digitais e distribuição de conteúdo audiovisual – disponibiliza a partir de 9 de setembro em seu canal digital ELO CINEMA o longa de ficção “Doce de Coco”, recém exibido em salas de cinema. A produção teve a direção de Penna Filho (“Um Craque Chamado Divino” e “Alma Açoriana” ) e estreou em março desse ano, acumulando mais de 10.000 espectadores em todo o país.

O filme é uma Comédia sobre Madalena, uma sacoleira, e seu marido Santinho, artesão sacro, num momento em que a crise econômica do país abala também as finanças da família. Para sair dessa difícil situação, o casal apela para apostas na loteria, até que a mulher tem um sonho fantástico: a existência de um tesouro enterrado no cemitério da pequena cidade em que vive. O problema é desenterrar o tal tesouro, tarefa que Santinho resiste em participar até ser chantageado por Madalena que ameaça nunca mais fazer doce de coco, um das coisas que ele mais ama na vida.

“Doce de Coco” já passou pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia. No interior do país, já percorreu várias cidades paulistas pelo projeto “Vá ao Cinema” e também cidades do interior fluminense pelo projeto “Cinema para Todos”.

A estréia do filme “Doce de Coco” na internet apenas 3 meses depois de sua estréia no cinema demonstra uma nova fase da distribuição audiovisual em que as janelas de exibição deixam de ser concorrentes e passam a ser complementares. Um grande exemplo disso é o filme “Cafuné” do Bruno Viana disponível para download ao usuário desde o lançamento em salas de cinema. Além disso, a internet se apresenta também como um meio de democratização do acesso à produção audiovisual independente que encontra cada vez menos espaço de exibição nas mídias tradicionais como o cinema e a TV.

O canal ELO CINEMA (www.elocinema.com.br) apresenta gratuitamente grandes clássicos do cinema brasileiro além de premiados curtas, médias e longas-metragens. O ELO CINEMA compõe os ELO CHANNELS, 18 canais digitais de conteúdo audiovisual gratuito e apresenta como todo o catálogo da Vera Cruz, curtas da produtora Ioiô Filmes, conteúdos do diretor Sérgio Bianchi e muitos outros.

Para assistir o filme, clique aqui: http://www.blinkxbrasil.com.br/eloplayer?bid=FK9JZQf-BHOYFuZOehJtmw

Em cartaz

Lembrando que o filme Doce de Coco estará em cartaz em São Paulo mais uma semana:

Cine Belas Artes
Semana: 28 de maio a 03 de junho de 2010
Sala 4 - Aleijadinho
Filme: Doce de Coco
Horário: 14h.

Se você ainda não viu, aproveite que ainda dá tempo!

O filme também está participando do projeto Vá ao cinema da Secretaria de Cultura de São Paulo e já passou pelas cidades de Monte Alto, Ituverava, Miguelópolis, Amparo, Presidente Epitácio, Ubatuba e Porto Ferreira, todas no Estado de São Paulo.

Esse mês estará no projeto nas seguintes cidades:

04 a 10/06: Itápolis e Leme

11 a 17/06: Taquaritinga

25 a 01/07: Pirajuí

Em breve também no Rio de Janeiro e em Florianópolis!

Estréia dia 14 de Maio nos cinemas


A estréia nos cinemas será no Cine Belas Artes, em São Paulo, no dia 14 de Maio

e o filme começa também a integrar o projeto Vá ao Cinema da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo com a primeira exibição na cidade de Monte Alto (interior de São Paulo) no mesmo dia.

O Cine Monte Alto fica na Praça Centenário na Vila Municipal, na cidade de Monte Alto.

A distribuição será pela Vitrine Filmes.

Comentários do Diretor Penna Filho

A idéia do filme surgiu na fase em que eu buscava uma linha mais autoral, depois de me submeter a tantos trabalhos de encomenda, filmes de produtor da “boca do lixo paulista”, como se chamava a região da cidade de São Paulo que concentrava produtoras e distribuidoras. Mas sua realização tornou-se inviável a partir do que aconteceu com o filme “O diabo tem mil chifres’, que escrevi e dirigi em 1970, onde eu introduzi referências ao momento político que atravessávamos. Com a censura forte, a exemplo de outros realizadores, servi-me de metáforas e simbolismos. O filme caiu nas malhas da censura e eu fiquei sem trabalho, pois o núcleo de produtores ao qual estava ligado não tinha interesse em discutir política e a nossa realidade.

Se extraísse todas as referências políticas e sociais até poderia ter feito o filme ainda nos anos 70, mas não tinha mais disposição para fazer concessões e preferi me dedicar ao tele-jornalismo.

A diferença para o projeto original está na liberdade de expressão de hoje. Então, me foi possível fazer a comédia de fundo social que pretendia, com todas as referências políticas e ideológicas aparecendo de forma clara e não mais por intermédio de metáforas e simbolismos.

Sem pretensão, o filme procura retratar o Brasil de hoje, com uma proposta de reflexão pelos efeitos perversos da ditadura militar. Nesse cenário, acompanhamos uma pequena família em sua brava luta pela sobrevivência, sem perder a capacidade de sonhar com dias melhores e uma sociedade mais justa.

Por fim, o filme somente se viabilizou graças ao prêmio concedido pelo edital de longa-metragem promovido pelo Governo de Santa Catarina.

Fotos